terça-feira, 17 de abril de 2012

Supremo Tribunal Federal legaliza aborto de anencéfalos


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no dia 12 de abril, que o aborto de fetos anencéfalos não é mais ilegal. Após dois dias de julgamento, a decisão foi aprovada por 8 votos a 2. A discussão chegou à Suprema Corte há oito anos, movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS).


Para os ministros que votaram a favor, os fetos com anencefalia não tem expectativa de vida e, portanto, não se trata de aborto.


Com a aprovação, as gestantes que esperam fetos com anencefalia não precisarão de liminares da Justiça para antecipar os partos. O aborto já era permitido em casos de estupro ou de grande risco à vida da mulher. Em todas as demais situações, ele continua sendo crime, com punição prevista no Código Penal.

O ministro-relator e advogado da Confederação CNTS, Luís Roberto Barroso, defendeu a busca de igualdade e dos direitos das mulheres. “O direito de não ser propriedade do marido, de se educar, de votar e ser votada e, hoje, perante este Tribunal, está em jogo os seus direitos reprodutivos”, ressaltou. O ministro do STF, Carlos Ayres Britto, também defendeu o direito de escolha. “Quem quiser assumir sua gravidez até as últimas consequências mesmo sabendo portador de um feto anencéfalo que o faça”, enfatizou Britto.


Após a decisão, mulheres comemoraram em frente ao STF.

Por outro lado, a advogada Maria Angélica de Oliveira Farias, integrante de uma sociedade espírita do Distrito Federal, protestou logo após a decisão do STF. Ela gritava no plenário e foi ouvida pelos ministros. "Não respeito toga suja de sangue", disse Maria Angélica.

O assunto causou polêmica e gerou grande repercussão na mídia. Manifestações de apoio e repúdio foram divulgadas, vindas de não apenas de políticos e religiosos, mas também da população em geral, que usou as redes sociais para expor seus pontos de vista.

Pelo Twitter, o Padre Sóstenes Vieira afirma que: “Ser contra o aborto de anencéfalos não é simplesmente um sinal de fé, mas um sinal de inteligência, ética e de verdadeiro amor pela humanidade”. Também pelo microblog, Cristina Carrasco lembra que a decisão torna o aborto um direito, e não uma obrigação: "O direito garantido não significa que todas as mulheres que tiverem uma gestação de #anencéfalo terão que abortar", afirma.

No Facebook também segue a polêmica. Eventos em defesa da vida foram criados para incentivar os usuários a protestar contra a decisão do STF, enquanto posts com informações referentes ao assunto ganham inúmeros comentários. Além disso, diversos sites e blogs trazem informações sobre a decisão e opiniões distintas, tanto favoráveis quanto contrárias à legalização do aborto.


Abaixo, o momento do voto do presidente do STF, Cezar Peluso, que foi o último a votar.





Matérias de referência:




segunda-feira, 2 de abril de 2012

Convidados e alunos interagem em aula inaugural

A aula inaugural dos cursos de Produção Audiovisual, Fotografia e Comunicação Social da ULBRA Canoas ocorreu na última quarta-feira, dia 28 de março. O coordenador do curso de Produção Audiovisual, Alexandre Sibemberg Saint Pierre, foi o mediador do evento, que contou com a presença dos atores gaúchos Leonardo Machado e Luis Franke.


A aula inaugural ocorreu no auditório 130 do prédio 6, na Ulbra Canoas

Segundo Pierre, o principal objetivo do evento foi possibilitar que os acadêmicos entendam como funciona a profissão de ator, assim como a função de produtor. “A iniciativa pretende trazer um pouco da experiência dos convidados na sua atividade, para que os alunos possam saber se a profissão é ou não promissora e quais são as suas dificuldades”, afirmou o coordenador.

Para a professora Mirian Gehrke, coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda, as atividades de produção e atuação tem muita relação com sua área. “Serve para o aluno compreender que ele pode se voltar para esse segmento também”, destacou.

Os convidados interagiram e conversaram com os alunos sobre suas experoências. O ator Leonardo Machado disse que a ideia era passar para os acadêmicos um pouco de sua vivência, da trajetória e dos projetos já realizados. “Não viemos para ensinar o caminho das pedras. Acho, entretanto, que em toda atividade é importante saber executar um pouco de tudo, ou seja, ter versatilidade”, complementou o ator.


Leonardo Machado já trabalhou em novelas da Rede Globo, como Malhação

Já Luis Franke enfatizou que sempre é tempo de começar. Ele é um exemplo disso, já que iniciou no teatro aos 45 anos. “A atividade de ator tem pontos em comum com a área de comunicação social, pois em ambas o profissional tem que desbravar. Nunca sabemos o que vamos encontrar”, destacou.


Luis Franke já fez cinema, teatro, novela e comerciais, além de ter recebido diversos prêmios na carreira

A plateia se mostrou satisfeita ao final do evento. Para a estudante de comunicação Maria Amélia de Castilhos, o encontro teve grande valor cultural. “Achei importante a visão artística de ambos, que questiona a forma como é feito o jornalismo. Eles entendem que falta um olhar jornalístico mais detalhado e revestido de sutileza no tratamento da notícia. Aprendi isto durante o debate e tentarei trabalhar assim”, afirmou a aluna.

Para saber mais sobre o evento, clique aqui.